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Saiu o Claude Fable 5.1 (e o Mythos 5.1)

O que muda para quem usa o Claude Code. Números do anúncio oficial, preço, disponibilidade e a marca de água que se aplica em todo o mundo.

Nota de 28 de setembro de 2026: este texto é de 2 de setembro e resume o anúncio desse dia. Preços, disponibilidade e acesso ao Mythos podem ter mudado desde então. Confirma nas fontes no fim.

A Anthropic lançou a 1 de setembro de 2026 o Claude Fable 5.1, o novo modelo de topo da família Claude 5, acima do Opus 5. Aqui fica o resumo do que interessa, com números que podes confirmar nas fontes no fim.

Fable ou Mythos? É o mesmo modelo

Fable 5.1 e Mythos 5.1 são o mesmo modelo por baixo. A diferença está nas proteções. O Fable tem salvaguardas para cibersegurança e biologia: pedidos sinalizados nessas áreas são desviados automaticamente para modelos menos capazes (Opus 4.8 para cibersegurança, Opus 5 para biologia). O Mythos não tem esse desvio, mas só está disponível para organizações verificadas através de dois programas, um de ciberdefesa e outro de ciências da vida, e neste momento apenas para organizações nos Estados Unidos. Para quase toda a gente, a versão que conta é o Fable.

Onde está disponível

No claude.ai para os planos Pro, Max, Team e Enterprise. No Claude Code. Na API com o identificador claude-fable-5-1. E nas nuvens AWS, Google Cloud e Microsoft Foundry.

No Claude Code, escreve /model dentro da sessão para escolher o modelo.

O que melhorou face ao Fable 5

Alguns resultados publicados pela Anthropic:

  • Terminal-Bench 4.0 (programação com agentes): 55,8% contra 42,0% do Fable 5 e 52,3% do Opus 5. O Mythos 5.1 chega aos 60,9%.
  • Terminal-Bench-Science (investigação científica com agentes): 52,6% contra 24,7% do Fable 5.
  • CursorBench 3.2.0 (programação com agentes): 73,4% contra 70,5%.

A janela de contexto é de 1 milhão de tokens, o limite de resposta é de 128 mil tokens e o conhecimento vai até junho de 2026.

Menos falsos alarmes: as salvaguardas de biologia bloqueiam 85% menos pedidos inofensivos (medicina, biologia elementar) e as de cibersegurança cerca de 60% menos. A descoberta de vulnerabilidades passou a ser permitida; o desenvolvimento de exploits continua a não ser.

Preço

O preço base na API não mudou: 10 dólares por milhão de tokens de entrada e 50 por milhão de saída (o Opus 5 custa 5 e 25). O que baixou foi a leitura de cache, agora 0,25 dólares por milhão, 75% menos do que antes. Segundo a Anthropic, isso dá cerca de 25% de poupança em cargas típicas e até cerca de 45% em trabalho agêntico intenso. Para quem paga uma subscrição Pro ou Max, nada muda na fatura, muda o que gasta do limite de utilização.

Um aviso prático

A própria documentação da Anthropic recomenda começar pelo Opus 5 para a maioria do trabalho e reservar o Fable 5.1 para raciocínio exigente e tarefas longas com agentes, ou quando o Opus 5 com esforço alto não chega. O Fable é mais lento e gasta mais. Não é o modelo certo para tudo.

Marca de água

Por causa do AI Act europeu, o Fable 5.1 e o Mythos 5.1 são os primeiros modelos da Anthropic cujo texto traz uma marca de água invisível. Aplica-se em todo o mundo, não só na Europa, e em todos os produtos (claude.ai, API, Claude Code, Cowork e as nuvens), porque a Anthropic diz ainda não ter forma fiável de a limitar por região. Não contém dados sobre o utilizador, a organização ou a conversa, não altera a qualidade das respostas, e só é detetável através de uma API que está em pré-visualização privada para reguladores, media, verificadores de factos e investigadores.

Sim, este texto também a tem.

Fontes